
Interclasse movimenta alunos do Colégio Adventista de Eunápolis com competição esportiva
Entre os dias 10 e 14 de agosto, alunos do Colégio Adventista de Eunápolis viveram mais uma edição do Interclasse, uma competição esportiva entre salas. Várias modalidades fizeram parte do torneio, além de apresentações culturais, torcida e premiação final. O evento faz parte da estrutura curricular do Colégio e visa desenvolver o espírito esportivo, a regulação emocional e a educação física.
O Interclasse contou com as modalidades de futsal, vôlei, handebol, xadrez, tênis de mesa e baleado, todas com equipes femininas e masculinas. Participaram do evento alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. De acordo com a professora de educação física, Nathiene Bento, os alunos se prepararam com um cronograma de estudos sobre o esporte que escolheram para competir e com um treino especial para aprimorar suas habilidades.
“Durante as aulas, eles já trabalham todas as modalidades. Porém, dois meses antes do Interclasse, eles começam um treinamento específico, voltado para a competição, já com os times divididos e tudo organizado”, relata. Para ela, o evento proporciona mais que conhecimento. “Além de ser benéfico para a saúde e para o corpo, também faz bem para a mente. O esporte proporciona uma interação maior entre os alunos e entre os próprios colegas”, afirma.

Para Samuel Almeida, professor de educação física da unidade, a evolução dos alunos em relação aos anos anteriores pode ser notada em vários aspectos. “É comprovado cientificamente que a endorfina também contribui para o desenvolvimento cognitivo. Por isso, quando os alunos participam de jogos e competições, eles desenvolvem ainda mais a vontade de aprender. E isso é perceptível, inclusive, nas notas”, relata.
Uma das experiências marcantes da competição foi vivida por Saulo Neres, estudante do 9º ano. Sua turma venceu uma disputa acirrada de vôlei, e coube a ele fazer o saque que garantiu a vitória. Para o estudante, a experiência foi marcada pela emoção e pela superação da falta de confiança. “A emoção de vir para cá é simplesmente incrível. É como se a gente tivesse vindo realmente para um jogo de arena, sei lá. A torcida mexe com a gente”, afirma.
Saulo lembra que ficou ainda mais nervoso quando percebeu que seria responsável pelo saque dos últimos pontos da partida. “Eu perdi um saque nos últimos pontos, então quando fui ver que era eu que tinha que fazer o último saque e, se eu errasse, a gente perdia, fiquei muito nervoso. Mas, quando a gente ganhou com o meu saque, fiquei muito feliz”, relata.
Oliver Oliveira é estudante de Educação Física e foi convidado para ser árbitro nos jogos escolares do Colégio Adventista de Eunápolis. Ele fala sobre os benefícios que a escola proporciona aos alunos ao promover os jogos escolares. “O esporte ensina que nem sempre, na vida, você vai ganhar. Às vezes, você perde, e isso também faz parte. E essa experiência fica para a vida: você pode perder uma vez, mas, em outra oportunidade, pode se superar, subir de nível e ganhar também”, afirma. “Espero que todos continuem praticando, porque isso é muito importante no desenvolvimento social”, completa.
